domingo, 30 de janeiro de 2011

Wine Society

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Sentar com amigos sem pressa, ser muito bem recebido em um local onde nos sentimos em casa optando por sentar em um confortável sofá de frente a uma adega ou debaixo de videiras carregadas de frutos maduros. Acredite, não estamos falando de nenhuma finca em Mendoza, na Argentina, ou no Vale Conchagua, no Chile, muito menos de "vineyards" em Nappa Valley ou de cantinas da Toscana. Por incrível que pareça estamos curtindo esse programa em Moema, em plena São Paulo. O local é a Wine Society, que oferece cinco ambientes especialmente convidativos neste verão. No jardim, cujo telhado é composto por vários pés de uva, o visitante pode degustar uma vasta opção de vinhos australianos, ponto forte desta winestore, e também uma grande variedades de vinhos do novo e do velho mundo. Além disso, o local oferece um excelente menu com sugestões de harmonização com alguns dos vinhos especiais encontrados na casa.
Se quiser ir além das sugestões impressas no menu basta conversar com Jozi Rodrigues, uma excepcional sommeliére e hostess que, com sua voz suave e didática, nos guia pela rica opção de vinhos oferecidos por esta Enoteca/Bistrô.

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Ontem retornei a esta casa com um casal de amigos. Ao chegar, Jozi nos ofereceu para desgustar duas taças de vinho. O primeiro era um safra de 2007 da bodega Mitchelton, da variedade Viognier. A uva original do Vale do Ródano se manifestava em um vinho aromático com um ligeiro toque de maracujá e de flores brancas. Ao chegarmos ao fim do copo podíamos sentir um suave aroma de mel. Na boca uma acidez na medida certa deixava a boca fresca seguida de um retrogosto de gengibre com suaves notas de frutos tropicais.

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Seguimos com um "Bin 56" da Vinícula Leasingham. Um corte de 91% Cabernet Sauvignon e 9% Malbec. O vinho apresentava uma coloração vermelho rubi e reflexos violáceos. Um aroma mentolado mesclado com frutas selvagens negras e vermelhas, e um ligeiro toque de cacau. Vinho macio, pouco encorpado e razoavelmente persistente, que estava pronto para beber mas que também possuía potencial para o envelhecimento.


Mitchelton_Crescent-sm
Finalmente, fechamos a noite harmonizando um carré de cordeiro assado ao forno, com azeite e alecrim, acompanhado de risoto de rúcula com tomate cereja. Por sinal estava uma delicia! Por sugestão de Jozi Rodrigues harmonizamos o prato com um Mitchelton Crescent 2006. O vinho, de tonalidade vermelho-rubi, apresentava aromas suaves de cereja, toque de especiarias tais como pimenta branca e nós moscada, além de musgo molhado. Na boca, o vinho era equilibrado, macio e com um bom corpo. Um vinho fino, intenso e razoavelmente persistente. Excelente harmonização!

Como em minha última visita a Wine Society, que não faz muito tempo, havia comprado 6 garrafas, ontem fui mais modesto e sai apenas com uma garrafa de um Sparkling White Shiraz da Banrock que me foi muito bem recomendado pela Jozi, e, é claro, não houve como resistir.



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