quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Onze vinhos… Uma noite

Hoje tive a oportunidade de fazer uma degustação na Confraria Carioca no Rio Plaza Shopping de sete vinhos da bodega Viniterra.  Antes de começar nosso anfitrião Duda Zagari nos propôs aquecer as turbinas com um delicioso Villa Francioni Sauvignon Blanc 2005 um vinho de acidez notavelmente agradável.  Em seguida começamos nossa jornada pelos vinhos da vinícula Viniterra.
Nossa degustação começou com um
Pinot Griggio.  Um vinho brilhante com suaves tons esverdeados que me pareceu bem equilibrado. Era fresco, floral, e lembrava maça verde, mas também apresentava notas cítricas que me lembravam grapefruit. Em seguida provamos um Merlot  de cor de cereja intensa e aromas de frutas negras. A madeira de barril de carvalho americano e francês trouxe para este vinho suaves aromas de chocolate e café. Na boca era relativamente encorpado, com taninos suaves e acidez equilibrada. Em seguida, um Malbec de cor rubi escuro e aromas de frutas vermelhas. Tinha um buquet relativamente doce e possuía uma certa suavidade e também um ligeiro toque de baunilha. Um vinho de boa persistecia e de bom corpo. O Cabernet Sauvignon venho logo depois. De cor vermelho violáceo, era brilhante e límpido. Seus aromas mostravam principalmente frutas negras, tais como ameixa preta, amora e cassis. De longe podíamos notar um pouco de baunilha. Com bons taninos e acidez balanceada me pareceu um vinho bem honesto. Provamos também um Pinot Noir de coloração média e textura quase aveludada que apresentava um bom final na boca. Senti aromas de cerejas maduras. Seguindo nossa degustação tomamos um bom Camenere.  No nariz senti frutas pretas maduras, e de longe algumas notas de menta e ervas aromáticas. Um vinho de pouca acidez e taninos redondos e persistente. Provamos também um outro Camenere da linha Select. Este último apresentava notas de baunilha bem mais marcantes e taninos ainda mais redondos. Seu final era bastante persistente e gratificante.
Como se não bastasse, ao termino dessa maravilhosa degustação fomos para Pizzaria Fiameta levando debaixo do braço três vinhos excepcionais vendidos também na Confraria. Poderia seguramente escrever um outro post só sobres estes vinhos, mas confesso que vou deixar para uma outra ocasião. Resumindo bastante tomamos ainda um vinho tinto de San Gimignano “Sottobosco” do produtor Palagetto (Muito Bom),  um Rioja excelente e um bom Baron Philippe de Rothschild. Que noite!!!
viniterra

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Etchart Privado Torrontés 2006 e Villa Montes Cabernet Sauvignon 2004

Hoje na ABS Rio, tive a oportunidade de degustar dois vinhos interessantes.  O primeiro foi um vinho branco torrontés produzido pela bodega Etchart. Esta vinícula foi fundada em 1850 na região de Salta  no noroeste da Argentino. O vinho que tomamos era um Etchart Privado Torrontés 2006. Icoce desta bodega, este é um vinho bom e barato que está no mercado desde 1963. 

 
 Ele possui um visual amarelo claro, translúcido e brilhante, com reflexos verdeais. No aroma ele é frutado e froral. Percebo líchia, melão, e também um pouco de jasmim. Meio encorpado, e equilibrado mistura bem a acidez com um sabor levemente adocicado. A  persistência e boa com final equilibrado e bem agradável. Lembra maçã, com o discreto amargor de casca de lima.  Dá pra tomar geladinho no verão até na beira da piscina. Nota 86

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Depois deste Etchart tomamos um VILLA MONTES CABERNET SAUVIGNON 2004. Este vinho chileno é produzido pela ViñaMontes, que fica no Valle Ropel. Ele é feito com 100% de Cabernet Sauvignon e na sua vinificação as uvas são fermentadas em cubas de aço inoxidável. Este é um vinho tinto cuja intenção é de ser prazeroso ainda jovem. O seu tom é de vermlho rubi, com bordas violáceas. O seu atrativo aroma mostra frutas vermelhas e talvez um toque de cassis. No palato é meio-encorporado, fresco e frutado na medida, com taninos leves e macios e um agradável final de boa persistência.  Pede uma carninha… Minha nota 87
 

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Era só o que faltava…

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Não sei se alguém já ouviu falar no Kit fuse Box. Tomei conhecimento deste kit de assemblage no site vinhos e vinhas. A brincadeira consiste em 6 garrafas de vinhos vinificados no Vale dos Vinhedos e um aparato completo para auxiliar no desenvolvimento de seu próprio vinho.

Depois que você chegar á sua melhor assemblage você pode anotar os porcentuais, e desenvolver seu próprio rótulo personalizado.   Depois é só enviar a receita, os rótulos e o pedido do vinho. O vinho é engarrafado de acôrdo com a sua receita, rotulado com a sua marca e despachado para a sua residência. O pedido mínimo é de 60 garrafas embaladas em 10 caixas coletiva. Se quiser saber mais visite o site http://www.fuseboxvinhos.com.br/
Eu sinceramente  prefiro continuar confiando meus vinhos ao talento dos enólogos formados…  E você?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

ESPORÃO PRIVATE SELECTION GARRAFEIRA TINTO 2004

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Ontem abri uma garrafa em minha casa de um bom vinho português, o Esporão Private Selection Garrafeira Tinto 2004. O vinho é produzido num solo de Natureza granítica/xistosa, Estrutura Franco-Argilosa, com idade média das vinhas de 30 anos. O vinho é envelhecido durante 18 meses em barricas de carvalho francês e 18 meses em garrafa antes de ir para o mercado. O corte e feito com as uvas da variedade Alicante Bouchet e Aragonês também conhecida como tempranillo na Espanha. O vinho e produzido na região do Alentejo em Portugal. Sua com era granada e no nariz se podia sentir um aroma fino e complexo, com notas de frutos maduros, especiarias, tostados e fumados. Na boca o vinho e concentrado e bem equilibrado, com uma boa estrutura de taninos e um final longo e persistente.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

BOURGOGNE BLANC 2006 na ABS

Este BOURGOGNE BLANC 2006 tomado na ABS, inaugura este blog falando da Borgonha uma região pequena que possui características climáticas curiosas. Seu vinho principal utiliza a uva Pinot Noir, mas também são excelentes os vinhos produzidos com a uva Gamay na sub-região de Beaujolais. Em outra pequenas regiões também encontramos cortes Pinot com Gamay. Os melhores tintos são muito elegantes, menos tânicos e devem ser tomados em uma temperatura de aproximadamente 16°. São produzidos em quantidades pequenas com demanda alta e preços bem caros. Os brancos utilizam principalmente a uva Chardonnay e podem ser leves, aromáticos e minerais em Chablis, como este que tomamos em classe ou até encorpados e densos como os de Montrachet. 

bourgogne

A região possui cerca de 28 mil hectares distribuídos por diversas sub-regiões com cerca de 150 AOCs (Appelations d’Origine controles),  pequenos produtores, cooperativas e negociantes. Quando um vinhedo pertence a apenas um dono é chamado de
Monopole. Mas também existem vinhedos divididos em até 80 proprietários diferentes, onde cada um faz o que quiser com sua parcela de terra. No total são mais de 4.300 Domaines dos quais 85% têm menos de 10 hectares.