sábado, 28 de fevereiro de 2009

O Diabo, o Dom e a Alma da Concha e Toro.

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Um pouco turístico, mas divertido. Na visita à bodega Concha y Toro somos recebidos por um guia que nos leva para conhecer o parque centenário da vinícola e a casa que foi residência de verão da família Concha y Toro.

Já na vinha, nos ensinam um pouco sobre o crescimento e o desenvolvimento da videira, sobre o trabalho delicado de poda e demais cuidados necessários ao longo de todo o ciclo anual desta planta. Após essa visita nos oferecem uma taça do Trio, um vinho branco feito do corte de Chardonnay, Pinot Grigio e Pinot Blanc.

Ao entrarmos na bodega nos levam diretamente para ver no subterrâneo, local de repouso do Casillero del Diablo. Aqui se encontram as barricas de carvalho e algumas garrafas antigas onde este vinho repousa. A iluminação vermelha e a imagem de uma sombra do diabo, além de um espetáculo simples de luz e som, dão o um tom meio disneylândia à visita. Em seguida, nos oferecem um Casillero Carménère para provarmos. A partir daí visitamos os galpões onde se encontram alguns dos vinhos mais icônicos desta bodega, tais como Marques Casa Concha e Dom Melchior. Nos oferecem uma prova do primeiro. Após a visita podemos ir até o wine bar provar qualquer vinho, mas pagando à parte. Aproveitei que estava na casa e provei duas safras do Don Melchior, uma de 1995 e outra de 2003.

O 1995 inicialmente apresentava um certo mentol no olfato. Depois de 15 minutos aerando na minha taça abriu para aromas de tabaco, pelica e alcaçuz. Na boca os taninos já estavam devidamente amaciados pelo tempo e a acidez estava correta, um vinho perfeitamente equilibrado. Já a safra 2003, no nariz era bem mais frutada, com notas de frutas negras e vermelhas, como cerejas, ameixas e cassis.

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