terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Os vinhos orgânicos e biodinâmicos dos Vinhedos Emiliana

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Recentemente estive no Chile visitando o vinhedo "Los Robles" dos Viñedos Orgánicos Emiliana. O acesso era por uma estrada de terra e a sinalização, bem discreta. A sede do receptivo também era bastante modesta comparada com os acessos e receptivos mais glamourosos de outras bodegas da região como a Montes, Aphalta e Viu Manent. Logo fui apresentado à história desta propriedade, que começou em 1986 quando Rafael e José Guilisaste começaram sua pesquisa para encontrar os melhores vales para cada variedade de uva, na busca de uma produção de vinhos de excelente qualidade e personalidade. Assim surgiu primeiramente a "Bodegas y Viñedos Santa Emiliana", que logo se estabeleceu com grandes vinhedos no Vales Conchaga, Casablanca, Maipo, Cachapoal, Biobio. Após 12 anos, os irmãos Guilisaste começaram uma iniciativa pioneira passando a apostar na agricultura orgânica e na biodinâmica em seus campos dando origem aos Viñedos Orgánicos Emiliana. Foram também os primeiros a adotar em sua vinícola os padrões internacionais de cuidado e proteção ambiental, através da certificação ISO 14001.

Explicaram também que a bodega possui três linhas de vinhos. A primeira é o "Vinho de Manejo Integrados", onde as uvas são cultivadas de acordo com o respeito ao meio ambiente e os ciclos naturais da terra. Nesta linha se encontram os vinhos Emiliana Varietal, Emiliana Reserva e Emiliana Reserva Especial. Já os vinhos orgânicos são Adobe, Novas e Winemakers Selection. Finalmente, na linha de vinhos “biodinâmicos" temos o Coyam, um excelente exemplar, feito a partir de um blend das uvas Syrah, Cabernet Sauvignon, Carménère, Merlot, Petit Verdot e Mouvedre; e a grande estrela , com Syrah, Cabernet Sauvignon, Carménère e Merlot.

Exportados para Ásia, Europa, América do Sul, Estados Unidos e Canadá, os vinhos de Viñas Emiliana são reconhecidos pelo seu carácter e expressão, resultado de todo um trabalho junto à natureza, de forma sustentável e busca constante pela excelência e qualidade de seus produtos.

COYAM 2007


Na ocasião provei um Coyam 2007, merecedor de honrados 93 pontos pela Revista Wine Esthusiast e Robert Parker. Gostei tanto que trouxe duas garrafas pra casa, porém apenas uma sobrevive adormecida na minha adega. Coyam é um nome que provém da língua mapudungun que significa “bosque de carvalhos”. Excelente vinho, bem encorpado, macio, tânico, mas muito elegante. No nariz, é explosivo e frutado como um suco de ameixas negras e amoras misturado com figos secos. Seu teor alcoólico é grande, 14,5%, mas o vinho é muito equilibrado. Definitivamente, é um vinho que merece aeração para suavizar seus taninos e permitir a total libertação dos seus ricos aromas. Um vinho que, definitivamente, pode envelhecer ainda mais um cinco anos. Preciso só é de paciência para esperar esse tempo.

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